terça-feira, 21 de novembro de 2017

CEARÁ TEM QUASE 25% DE ÁREA EM SECA INTENSA



Historicamente, os meses de setembro e outubro são os de menor volume de chuvas no Ceará. Com precipitações abaixo da média nesses meses — e também em agosto deste ano —, cresceu para 24,61% a área do Estado que se encontra em situação de seca excepcional. Ou seja, quase um quarto do território do Ceará está com estiagem intensa. Em agosto, antes dos meses com menos chuvas, a situação atingia 5,28% do território. 
O dado é do Monitor das Secas do Nordeste e foi publicado ontem pela Agência Nacional de Águas (ANA) com informações da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). 

De acordo com a Funceme, a classificação de seca excepcional é feita em áreas onde ocorrem perdas de cultura e escassez de água nos reservatórios, córregos e poços, criando situações de emergência. Embora o aumento tenha sido significativo nos últimos meses, a área de seca excepcional em 2017 ainda é menor que a do ano passado. Em 2016, neste mesmo período, ela correspondia a mais da metade do Estado (55,49%), segundo a Funceme. 

O levantamento, que é feito mensalmente, aponta ainda que as consequências dessa seca são de curto e longo prazos, com efeitos presentes tanto em um período de três meses quanto de dois anos. No Ceará, a mancha de estiagem mais intensa era de 10,75% em setembro. Em um mês, o aumento foi de 128%. A área onde pode ser observado aumento dessa faixa está principalmente saindo do sudoeste do Ceará partindo para o centro e, também, em direção ao sudeste. É onde estão as regiões do Cariri, Sertão Central e dos Inhamuns. Os municípios mais afetados são Campos Sales, Assaré, Farias Brito, Crato, Milagres, Várzea Alegre, Missão Velha, Juazeiro do Norte e Iguatu. 

Na região Norte, onde a estiagem é mais branda, houve uma expansão da área de seca moderada.  

“No caso do Ceará, a situação da porção Centro-Sul nada mais é do que o impacto desta grande seca e fruto do 6º ano de chuvas abaixo da média. Portanto, ao chegar ao segundo semestre, a severidade da seca aumenta porque são meses de maior evaporação”, explica, via assessoria de imprensa, Francisco Teixeira, secretário de Recursos Hídricos. Chuvas e açudes

Os dados preliminares da Funceme indicam que a pré-estação chuvosa pode superar a média histórica. Com pouco mais de dois terços de novembro corridos, choveu no Ceará 5,4 milímetros (mm), valor próximo aos 5,8 mm da série histórica.  

“Se as chuvas da pré-estação vierem a ocorrer em torno da normal climatológica de dezembro, espera-se uma redução para uma situação menos crítica no Sul do Estado, principalmente no Cariri cearense”, afirma Raul Fritz, supervisor da unidade de Tempo e Clima da Funceme. 

Atualmente, os reservatórios do Ceará têm 8,2% da capacidade. Maior açude do Estado e principal abastecedor da Região Metropolitana, o Castanhão está com 3,3% do volume. 

Números

10,7% do território cearense se encontrava em seca excepcional no fim de setembro.


O Povo

PREÇO DA GASOLINA CHEGA A QUASE R$ 4,50 NO CE; VALOR VARIA 22%



O preço do litro da gasolina comum no Ceará pode chegar a R$ 4,48, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O respectivo valor está sendo praticado por dois postos de combustíveis localizados no município de Crateús, no sertão cearense.

Segundo a ANP, um é de bandeira Petrobras e fica na rua Frei Vidal da Penha, no Centro da cidade. O outro, de bandeira branca, funciona na rodovia CE-187, no bairro Cajás. No Estado, o consumidor encontra o produto a valores que vão de R$ 3,67 (preço mínimo) a R$ 4,48 (preço máximo), variação de 22%. Já o preço médio da gasolina no Estado é de R$ 4,14.

Enquanto o valor mais alto é praticado em Crateús, o mais em conta é de R$ 3,67 e pode ser encontrado na cidade de Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. Este preço é praticado por um posto de bandeira Petrobras da avenida Osório de Paiva, no bairro Siqueira II.

Fortaleza

Em Fortaleza, a gasolina mais cara, cujo preço do litro chega a R$ 4,27, está sendo vendida por um estabelecimento de bandeira branca que funciona na avenida Padre Antônio Tomas, no bairro Papicu. Já o litro mais em conta, de R$ 4,09, é comercializado por quatro postos. O primeiro (bandeira SP) está situado na rua Monsenhor Salazar, no bairro Pio XII. O segundo no Centro (Petrobras), na avenida Dom Manuel. O terceiro (Ipiranga) funciona na Parangaba, na avenida Osório de Paiva. E o quarto (bandeira branca) fica na rua 24 de Maio, no Centro. Considerando os valores mínimo (R$ 4,09) e máximo (R$ 4,27), o preço da gasolina na Capital oscila 4,4%. O valor é de R$ 4,18.


O consultor na área de petróleo e gás, Bruno Iughetti, explica que os atuais preços da gasolina no Ceará “estão fora da lógica de mercado”. “Quando a Petrobras reajusta os preços, logicamente que a diferença não vai chegar na mesma porcentagem ao consumidor final. Mas, com as recentes baixas, os preços deveriam ter sido reduzidos. A nova política de reajuste é muito boa, adotada por países com os EUA”, diz.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), Manoel Novaes, discorda. “O preço da gasolina sobe devido a essa soma de reajustes da Petrobras. Nós apenas compramos e vendemos. Essa alta é um impacto do reajuste nas refinarias desde julho. Os postos precisam cobrir os custos operacionais, despesas”, justifica.


O Povo

CAOS ADMINISTRATIVO DE TAUÁ: PREFEITURA ATRASA PAGAMENTOS E PERDE VERBAS FEDERAIS


Moradores de Tauá, na Região dos Inhamuns, enfrentam dificuldades no atendimento da rede de saúde após a Prefeitura atrasar, entre janeiro e outubro, o pagamento ao Consórcio de Saúde, que reúne serviços com a UPA, Policlínica e CEO (Centro de Especialidades Odontológicas).

Dez meses após assumir o cargo, o prefeito Carlos Windson, que era esperança de renovação e transparência com os gastos públicos, caminha para terminar o primeiro ano de mandato mergulhado no caos, com altos índices de rejeição, empreguismo, dívidas com prestadores de serviço, servidores e fornecedores.  As informações são do radialista Carlos Silva, correspondente do Jornal Alerta Geral (FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 22 emissoras do Interior).

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EXPORTAÇÕES CEARENSES CRESCEM 70% EM 2017



As exportações cearenses somaram, de janeiro a outubro de 2017, US$ 1,65 bilhão. O resultado é superior em 70% os US$ 973 milhões verificados em igual período do ano passado. Já as importações alcançaram o valor de US$ 1,94 bilhão no acumulado de janeiro a outubro, apresentando queda de 86,9 por cento quando comparadas com o mesmo período de 2016, quando foram registrados US$ 3,1 bilhões. O saldo da balança comercial do Ceará totalizou um déficit de 287,4 milhões de janeiro a outubro deste ano, menor do que o verificado no mesmo período de 2016 (US$ 2,19 bilhões). O déficit da balança comercial é o menor desde 2009, quando registrou o valor de US$ 142 milhões.

Em outubro de 2017, as exportações totalizaram US$ 187,4 milhões, alta de 2,7 por cento em comparação ao mês imediatamente anterior (US$ 182,5 milhões), mas em relação a outubro de 2016 registrou crescimento de 29 por cento. As importações de outubro de 2017 alcançaram US$ 197,7 milhões, apresentando queda de 7,7 por cento em relação ao mês anterior, mas ainda ficando acima da média do valor importado ao longo do ano. Relativamente a outubro de 2016, é possível observar um crescimento de 35,4 por cento. O saldo da balança comercial cearense no mês de outubro foi deficitário em US$ 10,2 milhões. Já a corrente de comércio exterior cearense foi de US$ 385 milhões, acima da média do ano, com incremento de 32 por cento em relação ao mesmo período de 2016.

Os números estão no Enfoque Econômico (nº 168) – Comércio Exterior Cearense/outubro de 2017, que acaba de ser disponibilizado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado do Ceará. O desempenho das exportações cearenses nos dez primeiros meses de 2017 representou 0,9 por cento do total da pauta nacional, acima, portanto, do percentual de participação verificado no mesmo período de 2016 (0,6 por cento). A participação do Ceará nas exportações nordestinas também subiu, passando de 9,2 por cento para 11,9 por cento no período analisado.

Com o movimento das exportações e importações, a corrente de comércio do Ceará, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, alcançou o valor de US$ 3,59 bilhões, com redução de 13 por cento em relação ao mesmo período de 2016. Essa queda da corrente de comércio pode ser explicada, em parte, pelo aumento atípico das importações no ano de 2016. Na análise mensal, as exportações em outubro de 2017 corresponderam ao montante de US$ 187,4 milhões, registrando alta de 2,7 por cento em comparação ao mês imediatamente anterior. Em comparação a outubro de 2016 registrou crescimento de 29 por cento. O documento foi elaborado por Ana Cristina Lima Maia, assessora Técnica do Ipece e contou com a colaboração de Lilian de Sousa Pereira.

Segmentos

Ana Cristina explica que, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, a pauta cearense continuou sendo liderada pelos produtos metalúrgicos, com US$ 837,5 milhões em vendas externas, o que representou 50,63 por cento do valor total exportado pelo Estado no período. Em 2016, a participação desse setor (janeiro a outubro) era de 9,65 por cento do total exportado. As exportações de Outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, de seção transversal retangular, participaram com 96,4 por cento do total desse grupo. Calçados e sua partes ocuparam o segundo lugar, com valor de US$ 240,8 milhões, representando 14,56 por cento do total exportado no período. Em seguida, estão Couros e Peles, com US$ 106 milhões, Produtos da Indústria de Alimentos e Bebidas, com US$ 78,6 milhões, Castanha de caju, fresca ou seca, sem casa, com US$ 74,7 milhões.

No acumulado de janeiro a outubro de 2017, os cinco segmentos que lideraram a pauta de exportação representaram 80,89 por cento do total exportado pelo Ceará. Dos principais produtos da pauta no acumulado de janeiro a outubro de 2017, os produtos que apresentaram crescimento, comparado ao mesmo período de 2016, foram: Produtos metalúrgicos (791,9 por cento); Combustíveis minerais, óleos minerais; matérias betuminosas (67,1 por cento), Calçados e suas partes (9,33 por cento), Produtos da Indústria de Alimentos e Bebidas (7,5 por cento ) e Lagosta (5,5 por cento ). Enquanto que Couros e Peles (-16,3 por cento), Castanha de caju, fresca ou seca, sem casca (-11,4 por cento), Têxteis (-26,3 por cento) e Frutas (-56,8 por cento ), registraram queda.

No acumulado de 2017, as exportações cearenses foram realizadas principalmente pelo Porto do Pecém (64,85%), por onde escoaram 153 produtos diferentes, com destaque para: Outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, de seção transversal retangular, Gás Natural Liquefeito, Castanha de caju, Alimentos, e Calçados e partes, dentre outros. Pelo Porto de Fortaleza (Mucuripe) (14,4%) foi exportado principalmente Couro e peles, Ceras Vegetais, Castanha de Caju, Barras de ferro ou aço não ligado, a quente, dentadas, e Calçados e partes, para citar apenas os mais relevantes. As exportações do Ceará também foram realizadas pelo Porto de Santos (5,79%), por onde foram enviados Calçados e partes; Granito, simplesmente talhados ou serrados; Castanha de caju e Ceras Vegetais. Pelo Porto de Salvador (3,2%) seguiram Sucos (sumo) de outras frutas, não fermentado, sem adição de açúcar; Couros e peles e Calçados e partes.

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sábado, 18 de novembro de 2017

CARTÓRIOS DO CEARÁ SÃO AUTORIZADOS A REALIZAR INVENTÁRIOS EM CASOS DE TESTAMENTO VÁLIDO

A Corregedoria-Geral da Justiça autorizou que os cartórios do Ceará realizem o inventário e partilha por escritura pública, que constituirá título hábil para o registro imobiliário, em casos que envolvem testamento válido. “Antes, o processo era apenas judicial e demorava, pelo fato de o juiz precisar acompanhar e se manifestar sobre todos os atos que ocorrem durante o processo de inventário. Já o processo extrajudicial facilitará o acesso do inventário aos cidadãos, reduzindo tempo e custos”, explicou o juiz auxiliar da Corregedoria, Gúcio Coelho. A autorização consta no Provimento nº 18/2017, informa a assessoria de imprensa do TJCE.

De acordo com a medida, o a partilha em cartório deverá ser autorizada pelo Juízo sucessório competente, nos autos do processo para abertura e validação do testamento, sendo todos os interessados capazes e concordes. Depois de validado, o cidadão seguirá ao cartório para fazer o acordo.

Ainda segundo o documento, poderão ser feitos o inventário e a partilha por escritura pública também nos casos de testamento revogado, ou mediante decisão judicial transitada em julgado, que declare a invalidade do testamento, sendo indispensável a capacidade e o acordo entre os herdeiros e outros beneficiários.

Para expedir o Provimento, o corregedor-geral da Justiça do Ceará, desembargador Francisco Darival Beserra Primo, considerou a necessidade de aprimoramento, agilidade, celeridade e desburocratização das atividades relativas ao cumprimento de testamentos válidos, após o respectivo registro judicial. Confira o documento na íntegra.


Fonte: Blog do Eliomar de Lima

COM 3,3% DA CAPACIDADE, AÇUDE CASTANHÃO ATINGE VOLUME MORTO

Com 3,35% de capacidade de armazenamento, o mais baixo nível de armazenamento desde 2002, quando começou a operar, o Açude Castanhão, responsável pelo abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana, já está entrando no chamado volume morto, de acordo com nota emitida de Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), responsável pela administração do reservatório.

Segundo o órgão, em 13 de novembro o Castanhão “atingiu cota de 68,73, que corresponde ao volume de 228.599.505 milhões de m³, abaixo da cota 71, que corresponde ao início de seu volume morto”. Por conta da estiagem, há seis anos o Castanhão não recebe quantidade suficiente de água para recompor o reservatório.

O volume morto – também chamado de reserva técnica – é a água que fica abaixo do nível de captação dos reservatórios, que não foi programada para ser usada no dia a dia e funciona como “poupança” em caso de emergência. Não existe uma separação física entre a água do volume morto e a água do volume útil. É a mesma água, apenas em um nível mais profundo.

O açude tem capacidade para 308,71 hm3 de água, o suficiente para abastecer uma cidade como Fortaleza por três anos. O Ceará sofre com chuvas abaixo da média por seis anos seguidos, ocasionando a mais grave estiagem registrada no estado nos últimos 100 anos.

Pelos cálculos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do estado (Cogerh),a quantidade de água hoje armazenada deve ser suficiente para manter os usos do açude, que já estão reduzidos, até por volta de janeiro de 2018. Após essa data a situação será reavaliada considerando os prognósticos do período chuvoso do Ceará, que começa em fevereiro e se estende até maio.

Um dos principais responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, onde vive quase metade da população do estado, atualmente o reservatório contribui com apenas10% da água que chega às casas da capital. Cerca de 7 metros cúbicos por segundo (m³/s) viajam por 250 quilômetros, via Eixão das Águas, para complementar os outros 90%, que são oriundos de reservatórios localizados na própria região. Em 206, a situação era invertida: vinha do Castanhão 70% da água consumida na Grande Fortaleza.


Por G1 CE

ALUNOS ACHAM IMAGEM SACRA ESCONDIDA SOB REBOCO DE PRÉDIO TOMBADO EM FORATALEZA

 Estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Estácio FIC, com sede no Centro de Fortaleza, se depararam com uma imagem artística, encoberta por camadas de tinta e revestimento de reboco, resultado de reforma realizada no prédio centenário tombado, onde funcionou por 90 anos o Colégio Marista Cearense. O achado ocorreu durante um minicurso de restauração patrimonial na escola tombada como patrimônio cearense.

A descoberta revelou o que seria a imagem, em baixo relevo, de Padre Anchieta, ambientada em uma paisagem litorânea. Quem afirma é Walden Luiz, professor e coordenador do Departamento de Artes da instituição na década de 1980, época em que a arte foi feita./

A memória de Walden é, até agora, o único arquivo da idealização da imagem. De acordo com ele, a arte se trata de um painel com extensão por toda a parede, em que o padre segura um cajado e escreve poemas à Virgem Maria, na areia. "É um painel muito bonito. De início pintaram de dourado, mas ficou muito chamativo e depois fizeram um envelhecimento. Fiquei surpreso de terem tratado o painel com argamassa, foi feito numa talha de cimento, era bem interessante", relembra o professor aposentado.

Ele diz que a arte ainda está clara na memória porque o painel ficava na entrada do colégio, por onde passava diariamente.

´Enterrando a história´

Para Carolina Alves, professora do curso de restauração em que a arte foi revelada – juntamente com o professor do curso de Arquitetura, Frederico Barros – o achado reflete a falta de educação patrimonial na cidade, já que a peça é parte histórica do prédio.

"O minicurso, de dois dias, era pra apresentar processos que norteiam a restauração em edificações como essa, com valor de prédio tombado. A proposta das aulas era intervir numa área que sabiam que tinha passado por uma reforma sem critérios. Quem cobriu a arte com reboco pode ter feito porque a arte já não estava íntegra. Mas isso mostra que a cidade vem priorizando a estética e enterrando a história."

Segundo Carolina, a faculdade de arquitetura foi um dos primeiros cursos a ocupar o prédio do antigo colégio, que tem valor histórico e arquitetônico, tombado pelo município e pelo estado. "Além de ter ocupado o local, uma das propostas era educar no sentido patrimonial, tanto para os alunos, quanto na promoção de eventos e visitações pra sociedade". Com essa ideia, organizou-se a Semana de Arquitetura, que trouxe o minicurso de restauração como experiência além das disciplinas da grade curricular.

"Esse local onde começamos a trabalhar já estava desprendendo da parede. Achamos que íamos encontrar uma sequência de cores que mostrariam as pinturas que já tinham ocorrido lá ao longo dos anos. Iniciamos a prospecção com bisturi, e encontramos esse baixo relevo artístico", conta a professora. Ela diz que a turma buscou documentos e fotos antigas do prédio para identificar a arte, mas nada foi encontrado.

A atividade, a princípio, com propósito mais particular de demonstrar a restauração, passou a ser a de revelar um material histórico esquecido do prédio. "Esse trabalho pode suprir uma lacuna documental", destaca Carolina.

Pesquisa

Coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Clélia Monasterio reforça que ter encontrado a obra "foi uma bênção" para dar oportunidade aos estudantes de trabalhar a investigação e preservação do patrimônio. "É muito importante porque desenvolve esse sentimento e vontade de trabalhar com a cultura, o patrimônio e a arte. Encontramos um tesouro perdido, agora vamos continuar a busca", declara.

A ideia é transformar o trabalho em um grupo de pesquisa e extensão, capacitar estudantes para seguirem com a investigação da obra e, posteriormente, de outros pontos do prédio. Por ser patrimônio tombado, é necessário antes regularizar a situação no município e estado.

Segundo a coordenadora, o local de investigação do painel tem aproximadamente 9m². "Para acontecer, tem que ter cooperação entre a instituição e a Estácio. É um trabalho de conversação, se trata de uma obra de arte, precisa de pessoas especializadas."


G1

MÃE, NAMORADO E FILHA FORAM PRESOS EM ASSARÉ SOB ACUSAÇÃO DO TRÁFICO DE DROGAS

Uma operação de combate ao tráfico de drogas resultou nas prisões de três pessoas por volta das 17h30min desta sexta-feira no município de Assaré quando a polícia cumpriu Mandado de Busca e Apreensão. Na residência de Katiuskara Oliveira Santos, de 20 anos, na Avenida Deputado Manoel Gonçalves, 449 (Bairro Parque de Vaquejada), foram apreendidos 40 papelotes de cocaína, sacos para embalar drogas, seis celulares, três notebooks, um tablet e três pendrives.

A equipe coordenada pelo Delegado de Polícia Civil, Bruno Rafael, e os Inspetores André e Suda apoiados por uma patrulha da PM com O Sargento Wilson e os Soldados Virgulino e Jardel recolheu ainda várias cadernetas com anotações, R$ 995,00 em dinheiro, promissórias e uma Carteira de Habilitação em nome de Antonio Fernandes de Oliveira, acusado do tráfico de drogas apelidado por “Antônio Coco Seco”.

A mãe dela foi presa no imóvel número 451 da mesma via no caso a cabeleireira Lucinete Antonia de Oliveira Santos, de 42 anos, juntamente com o seu companheiro e representante comercial Israel Penha Souza, de 21 anos, que ainda tentou fugir. Os três foram autuados em flagrante por crime de tráfico de drogas na Delegacia de Assaré, sendo que mãe e filha terminaram recambiadas ao presídio feminino de Juazeiro e Israel até à cadeia pública de Assaré.

A polícia já vinha investigando denúncias sobre a venda de drogas perto da Escola Maria Isabel na casa onde reside Katiuskara, a qual namora com “Antônio Coco Seco” e teria assumido o comando dos “negócios” após a prisão dele. Ontem, o delegado recorreu ao apoio de policiais militares para cumprir os mandados judiciais encontrando a droga no primeiro andar do prédio. Segundo a polícia “Antônio Coco Seco” está preso na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) em Juazeiro.


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