quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PRÉ-ESTAÇÃO CHUVOSA SERÁ ABAIXO DA MÉDIA, ALERTA FUNCEME

O Ceará tem mais um prognóstico apontando a perspectiva de um quinto ano seguido de seca. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a pré-estação chuvosa, entre novembro deste ano e janeiro de 2016, deverá ter chuvas abaixo da média.

Quem afirma é o presidente do órgão, Eduardo Martins. Na manhã desta quinta-feira (22), antes de embarcar para Brasília, onde participa de uma reunião, o gestor explicou que a previsão é consequência do aumento de temperatura do oceano Pacífico. “A condição no Pacífico hoje é de que o aquecimento persiste e isso não é favorável ao regime de precipitação aqui no norte da região (Nordeste)”, afirmou.

Martins, entretanto, ressalta que ainda é cedo para fazer um prognóstico mais preciso da situação, “a previsão apontada pelo nosso sistema indica um cenário abaixo da média para essas chuvas de pré-estação”, alertou. Mesmo considerando que este período não é tão significativo quanto o da quadra chuvosa, ele considera esta uma perspectiva preocupante.

Ainda nesta quinta-feira (22), o Diário do Nordeste revelou que o ano de 2015 registra o menor volume médio acumulado nos açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) nos últimos 21 anos. O índice atual seria de 14,8%, o pior registrado desde 1994, quando o órgão começou a fazer o monitoramento.

Entretanto, o presidente da Funceme diz que esta média já é menor. “(O armazenamento) estava em torno de 13,5% da última vez que olhei”, revelou. “Quando se olha espacialmente, tem territórios com sistemas muito mais críticos do que a média do Estado, porque os grandes reservatórios puxam um pouco isso para cima”, explicou.

Por isso, Eduardo Martins reforça que a maior preocupação no momento é resolver os problemas de abastecimento urbano “em cidades que dependem desses reservatórios d´água em níveis críticos para o atendimento”, disse. Outro ponto fundamental para minimizar a crise hídrica, segundo ele, é a colaboração da população. “Se as medidas que vêm sendo implementadas tiverem efeito, e se a população ajudar na conscientização do uso da água, a gente pode prolongar ainda mais essa pouca água que ainda está disponível”, concluiu.


Fonte: Diário do Nordeste

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