sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tiroteio e morte em Icó, um oroense estava envolvido.



A Polícia prendeu dois homens e matou outro em troca de tiros. O trio estava escondido em um motel da cidade

Icó. Denúncia, tiroteio, morte, prisões e a apreensão de um verdadeiro arsenal. Tudo isso aconteceu no município de Icó (a 360 quilômetros de Fortaleza), entre a tarde e a noite de ontem. Uma denúncia anônima resultou em diligências e investigações que levaram a Polícia a descoberta do que poderia ser a preparação para um grande assalto no Interior do Ceará. Em confronto com a Polícia, um homem foi morto e dois outros foram presos com fuzis, pistolas, munição, lanternas, bananas de dinamite, roupas camulfadas, cocaína e crack.

Segundo a Polícia, as primeiras investigações davam conta de que três homens passaram a madrugada de sexta-feira (19) em um motel daquela cidade e, quando saíram, deixaram vestígios de que armas tinham sido manuseadas no local.

Logo pela manhã, policiais estiveram no motel mas não encontraram os suspeitos. Durante todo o dia, equipes de policiais civis e militares rondaram a cidade e, no fim da tarde de ontem, uma pista levou a Polícia a outro motel, desta vez às margens da rodovia CE-282, na localidade de Cascudo, a poucos quilômetros da sede de Icó.

A diligência estava sendo conduzida pelo capitão Erick, comandante do Pelotão da PM no município. Ao chegarem no segundo motel, os PMs foram recebidos a tiros. Houve tiroteio e um dos bandidos foi morto. Ele foi identificado como Gilvandro Matos dos Reis, 38, natural de Juazeiro do Norte. Segundo a Polícia, Gilvandro era conhecido pelo apelido de ´Malhado´.

O confronto entre policiais e bandidos se intensificou e foi solicitado reforço da PM de Iguatu, município vizinho. O efetivo daquela outra cidade foi então mobilizado pelo coronel Gomes Filho - comandante do Quartel da Polícia Militar em Iguatu. Policiais civis de Iguatu - sob o comando do delegado Agenor Queiroz - e policiais rodoviários federais, que tinham a frente o inspetor Misceno, também foram acionados e reforçaram o policiamento que estava em confronto com os marginais. O delegado de Lavras da Mangabeira, Pedro Viana, ajudou no combate aos criminosos.

Os policiais que cercavam o local conseguiram que os bandidos se entregassem. Para isso, os atiradores exigiram a presença de um advogado.

Dentro do motel em que estavam os três homens, a Polícia encontrou cinco fuzis, sendo dois AR-15, um fuzil Rugger (de fabricação alemã) e dois Fal 762. Também foram apreendidas quatro pistolas, muita munição, lanternas, roupas camufladas, crack, cocaína e até bananas de dinamite. Foram presos Carlos Eduardo Sobrinho, 31, natural de São Paulo, e Miguel Costa Teixeira, 41 anos, natural de Lagoa Grande, em Pernambuco. Todo o arsenal apreendido e os acusados foram conduzidos a presença do delegado regional de policia civil de Icó, José Gonçalves de Almeida, para o procedimento policial. A chegada de dezenas de viaturas da PM, da Polícia Civil e da PRF levou uma multidão de curiosos à porta da delegacia local.

De acordo com a Polícia, o trio circulava na cidade em um veiculo Gol e numa Saveiro. Para o coronel Gomes Filho, o trio se preparava para fazer um grande assalto na Região Centro-Sul do Estado. "Pelo material encontrado, acreditamos que os bandidos se preparava para atacar um carro-forte um uma agência bancária", avaliou o oficial.

Natália Lobo/Richard Lopoes
Repórter/Colaborador
Diário do Nordeste


Bandido morto em tiroteio em Icó comandou assalto ao BB em 2001 em Iguatu.


Diferente do que foi noticiado em alguns setores da imprensa em nível de estado no dia de hoje, o homem morto em tiroteio com a polícia, ontem, em Icó, não foi Silvandro Matos do Reis como foi divulgado e sim, Gilberto Santana Araújo, 38 anos, natural de Igarói, Orós. O mesmo era filho de José Santana Monte e Rita Araújo Lima.

O corpo foi reconhecido pelo próprio pai no Instituto Médico Legal de Iguatu. Gilberto Santana foi quem comandou em 2001 um assalto seguido de sequestro contra a agência do Banco do Brasil em Iguatu. Na época foram sequestrados os tesoureiros da agência juntamente com seus familiares, os quais ficaram detidos em cárcere privado numa fazenda próximo ao distrito de Caipú.

Gilberto Santana residia em São Paulo há anos.

Com informações do Blog do Lindomar Rodrigues/radialista Pinheirinho.

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